EST ANQUE
Converso comigo mesmo.
Não sou maluco.
Converso com versos.
Não sou poeta: tento.
Tanto tempo com tantos segui,
sonhando sempre sonhando.
Mas há o tempo em que sigo só,
não sei porquê.
Será que não consegui, talvez,
um certo sossego
de sonhar em paz?
As barreiras são transparentes,
quando se é cego.
O futuro é tão presente,
quando se é sonhador...
O presente é tão passado,
quando se é súbito.
E o passado é tão presente,
quando se sonha a dor.
Sigo sozinho.
Nenhuma mão suja
a me acompanhar.
Nenhuma palavra sórdida
a sondar meu caminho,
meus ideais.
Carrego um sorriso travado,
um choro contido.
E a certeza sóbria de que seria contigo
o meu prosseguir.
Abandonaste
a meta.
Como a pedra, sólida,
estanca n’água.
O resto... mágoa.
Não sou maluco.
Converso com versos.
Não sou poeta: tento.
Tanto tempo com tantos segui,
sonhando sempre sonhando.
Mas há o tempo em que sigo só,
não sei porquê.
Será que não consegui, talvez,
um certo sossego
de sonhar em paz?
As barreiras são transparentes,
quando se é cego.
O futuro é tão presente,
quando se é sonhador...
O presente é tão passado,
quando se é súbito.
E o passado é tão presente,
quando se sonha a dor.
Sigo sozinho.
Nenhuma mão suja
a me acompanhar.
Nenhuma palavra sórdida
a sondar meu caminho,
meus ideais.
Carrego um sorriso travado,
um choro contido.
E a certeza sóbria de que seria contigo
o meu prosseguir.
Abandonaste
a meta.
Como a pedra, sólida,
estanca n’água.
O resto... mágoa.
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