O VERBO SER
Após uma vastidão passar
durante um quase breve instante,
suficiente para se considerar vida,
acumular livros na estante,
deixar a memória cheirando a mofo
e o paladar curtido em bocas alheias
e os olhos ofuscados pelos sonhos
e as pernas fortes e bambas
por percorrerem léguas rumo ao léu...
a fraqueza domina o presente.
Estão as folhas da palmeira
sem perspectiva,
mesmo habitando o céu.
O sabor do vento é amargo
e o sol esfola a clorofila
de uma esperança desbotada.
Em pleno meio-dia,
em algum canto em evidência,
acham-se homens em alvorada.
Assim os artistas insistem
em conjugar o verbo da existência.
durante um quase breve instante,
suficiente para se considerar vida,
acumular livros na estante,
deixar a memória cheirando a mofo
e o paladar curtido em bocas alheias
e os olhos ofuscados pelos sonhos
e as pernas fortes e bambas
por percorrerem léguas rumo ao léu...
a fraqueza domina o presente.
Estão as folhas da palmeira
sem perspectiva,
mesmo habitando o céu.
O sabor do vento é amargo
e o sol esfola a clorofila
de uma esperança desbotada.
Em pleno meio-dia,
em algum canto em evidência,
acham-se homens em alvorada.
Assim os artistas insistem
em conjugar o verbo da existência.
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