A RODA
Deixe a curva sair pela tangente,
deixe a faca perder o fio
e o fio perder-se em nó.
Deixe o gelo queimar de frio
porque o cio que existe em nós
se derrete de repente,
assim
como a cama transforma a gente
em serpentes de pedra e água.
Quero pedir trégua
sempre que puder.
Quero poder sempre
te abraçar, porém
sem precisar
te querer.
Eu quero ser-te
apenas num flerte;
flertar a ponto de petrificar
o teu já farto ser;
tentar-te a ponto de enfartar
meu falo porque sabes
que falo
da boca pra fora. Dentro
de você confundo
os pronomes: fundo
mim em ti, nós em eu,
eu em você,
e fonte em foz,
gemido em voz,
dois em mais,
nós em um:
até que me fundo dentro do teu
fundo mais profundo:
orgasmo de agora e dor.
Que a tangente contorça a gente
numa curva mais que perfeita:
nós dois num círculo cósmico,
rodando pela vida a fora.
Repito-me:
Quero pedir trégua
sempre que puder.
Quero poder sempre
te abraçar, porém
sem precisar
te querer.
Eu quero ser-te
apenas num flerte;
flertar a ponto de prontificar
o teu já furto ser;
tentar-te a ponto
de enfartar-me
em fulo porque sabes
meu falo
da boca pra dentro. Fora
de você confundo
meus mundos, fundo
um eu em ti,
fertilizo o óvulo,
genocido genes,
quando gemes “hummm...”
Até que me fundo dentro do teu
fundo mais profundo:
sarcasmo que aflora em dor.
Que a gente distorça a mente
no pretérito-mais-que-perfeito:
nós um no círculo cármico,
vivendo pela Roda afora.
Repito-me.
deixe a faca perder o fio
e o fio perder-se em nó.
Deixe o gelo queimar de frio
porque o cio que existe em nós
se derrete de repente,
assim
como a cama transforma a gente
em serpentes de pedra e água.
Quero pedir trégua
sempre que puder.
Quero poder sempre
te abraçar, porém
sem precisar
te querer.
Eu quero ser-te
apenas num flerte;
flertar a ponto de petrificar
o teu já farto ser;
tentar-te a ponto de enfartar
meu falo porque sabes
que falo
da boca pra fora. Dentro
de você confundo
os pronomes: fundo
mim em ti, nós em eu,
eu em você,
e fonte em foz,
gemido em voz,
dois em mais,
nós em um:
até que me fundo dentro do teu
fundo mais profundo:
orgasmo de agora e dor.
Que a tangente contorça a gente
numa curva mais que perfeita:
nós dois num círculo cósmico,
rodando pela vida a fora.
Repito-me:
Quero pedir trégua
sempre que puder.
Quero poder sempre
te abraçar, porém
sem precisar
te querer.
Eu quero ser-te
apenas num flerte;
flertar a ponto de prontificar
o teu já furto ser;
tentar-te a ponto
de enfartar-me
em fulo porque sabes
meu falo
da boca pra dentro. Fora
de você confundo
meus mundos, fundo
um eu em ti,
fertilizo o óvulo,
genocido genes,
quando gemes “hummm...”
Até que me fundo dentro do teu
fundo mais profundo:
sarcasmo que aflora em dor.
Que a gente distorça a mente
no pretérito-mais-que-perfeito:
nós um no círculo cármico,
vivendo pela Roda afora.
Repito-me.
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