TEATRO
Quem és tu que distante me tentas
tanto quanto eu tento me livrar
de louvar-te? Quem?
Quero livrar-me de ti!
Sem ti estou
em ti. Estou só.
Só em ti estou só e em mais ninguém.
Somente te deténs em me ter
solitário.
Mas meu amor se derrete por quem
me retém. E me tens.
Portanto, amo-te.
______________________________
Estou atento, porém.
(um tanto tonto também)
Se te contento, está bem;
se te destrato, contudo,
desandas:
sentimentos contidos
ou em descontrole
são trôpegos;
evitar cultivá-los, no entanto,
é mostrar-se hermético,
antes, sem tato, sem ética.
Tolo. Imaturo.
______________________________
A arte é sintética, sim.
É a crosta dos fatos
talhada no tempo,
as gotas memênticas decantadas,
a escritura filtrada da História,
é o canto pertinente do cogito.
Então nos resta calar.
E escutar, assim, o rumor
que brota dentro de nós,
artistas, nós
crianças crescidas
da trupe humana.
Nosso mundo é o Teatro
(não o teatro-do-mundo,
dos títeres românticos,
nem o mundo do teatro,
das vedetes tresloucadas),
essa fronteira entre lugar nenhum
e a concretude impactante.
Teatro, este muro suave
entre o ser e o não ser.
Teatro, esta liberdade no curso dos fatos,
esta comédia sem graça,
esta desgraça divertida,
esta tragédia necessária.
O lugar-de-onde-se-vê
o mundo,
observatório do Homem.
Teatro: palco da Humanidade,
espelho rachado do que somos.
______________________________
Tu me tens e desisto de afastar-te.
Aceito a solitude de perguntas que jamais,
jamais terão resposta jamais
e consinto que me tenhas
instrumento de tua arte.
Tua arte em prol da paz.
tanto quanto eu tento me livrar
de louvar-te? Quem?
Quero livrar-me de ti!
Sem ti estou
em ti. Estou só.
Só em ti estou só e em mais ninguém.
Somente te deténs em me ter
solitário.
Mas meu amor se derrete por quem
me retém. E me tens.
Portanto, amo-te.
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Estou atento, porém.
(um tanto tonto também)
Se te contento, está bem;
se te destrato, contudo,
desandas:
sentimentos contidos
ou em descontrole
são trôpegos;
evitar cultivá-los, no entanto,
é mostrar-se hermético,
antes, sem tato, sem ética.
Tolo. Imaturo.
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A arte é sintética, sim.
É a crosta dos fatos
talhada no tempo,
as gotas memênticas decantadas,
a escritura filtrada da História,
é o canto pertinente do cogito.
Então nos resta calar.
E escutar, assim, o rumor
que brota dentro de nós,
artistas, nós
crianças crescidas
da trupe humana.
Nosso mundo é o Teatro
(não o teatro-do-mundo,
dos títeres românticos,
nem o mundo do teatro,
das vedetes tresloucadas),
essa fronteira entre lugar nenhum
e a concretude impactante.
Teatro, este muro suave
entre o ser e o não ser.
Teatro, esta liberdade no curso dos fatos,
esta comédia sem graça,
esta desgraça divertida,
esta tragédia necessária.
O lugar-de-onde-se-vê
o mundo,
observatório do Homem.
Teatro: palco da Humanidade,
espelho rachado do que somos.
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Tu me tens e desisto de afastar-te.
Aceito a solitude de perguntas que jamais,
jamais terão resposta jamais
e consinto que me tenhas
instrumento de tua arte.
Tua arte em prol da paz.
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