VÃO-SE OS ANÉIS
Duelo:
o anel e o dedo,
um ringue
que a mão finge.
Na palma,
as linhas formam
a renda
do tempo.
Rugas
traçadas por quem?
A mão humana
que busca
ou
que adeus acena?
Certeza
que a escrita tangencia,
palpite
que lateja entre as falanges,
escorre e nos escapa.
Areia da dúvida.
O gesto
entre o aplauso e o tapa
é o estalo
de entregar o rosto
estilo
de empenhar o gosto,
ter pulso
e empurrar-se ao alto.
Punho e unhas.
Minhas armas.
O resto,
um dedo em riste.
Se trágico ou ridículo,
desdenha-se o risco.
Se o braço forte
é triste,
importa é que
lutar preciso.
Celebro em luto
o tato que persiste.
o anel e o dedo,
um ringue
que a mão finge.
Na palma,
as linhas formam
a renda
do tempo.
Rugas
traçadas por quem?
A mão humana
que busca
ou
que adeus acena?
Certeza
que a escrita tangencia,
palpite
que lateja entre as falanges,
escorre e nos escapa.
Areia da dúvida.
O gesto
entre o aplauso e o tapa
é o estalo
de entregar o rosto
estilo
de empenhar o gosto,
ter pulso
e empurrar-se ao alto.
Punho e unhas.
Minhas armas.
O resto,
um dedo em riste.
Se trágico ou ridículo,
desdenha-se o risco.
Se o braço forte
é triste,
importa é que
lutar preciso.
Celebro em luto
o tato que persiste.
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