DEVIR
Vem comigo, querida, enfrentar o mundo.
Estamos juntos, somos fortes.
Mil olhos nos vêem, mas não sabem
o que se passa sob a pele do óbvio.
Vem comigo, querida, ser feliz,
verter lágrimas, lavar os dias
com o frescor de estar vivo.
A vida, antes de você, apenas passava.
Hoje, ávida, floresce em meio às horas,
contente e incontida em si.
Vem, querida, comigo ouvir
o cântico dos cânticos,
compô-lo novamente na melodia
ofegante de nossos peitos,
dois pomos rubros.
Vem tornar macio o correr do tempo:
mel e pétalas, a cútis do ócio,
derme que escorre
por entre os ossos do eterno.
Cio suave, estro do ser.
Vem, derrama esse ópio, essa ambrosia,
esse anestésico, alegria,
esse elixir que contagia,
esse dopar-se sem torpor,
esse algo, esse tudo, esse amor.
Transborda, querida, e vem
comigo porque eu te amo,
te amo como ninguém.
Estamos juntos, somos fortes.
Mil olhos nos vêem, mas não sabem
o que se passa sob a pele do óbvio.
Vem comigo, querida, ser feliz,
verter lágrimas, lavar os dias
com o frescor de estar vivo.
A vida, antes de você, apenas passava.
Hoje, ávida, floresce em meio às horas,
contente e incontida em si.
Vem, querida, comigo ouvir
o cântico dos cânticos,
compô-lo novamente na melodia
ofegante de nossos peitos,
dois pomos rubros.
Vem tornar macio o correr do tempo:
mel e pétalas, a cútis do ócio,
derme que escorre
por entre os ossos do eterno.
Cio suave, estro do ser.
Vem, derrama esse ópio, essa ambrosia,
esse anestésico, alegria,
esse elixir que contagia,
esse dopar-se sem torpor,
esse algo, esse tudo, esse amor.
Transborda, querida, e vem
comigo porque eu te amo,
te amo como ninguém.
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