RIZOMA

Eu quero beijos e a incerteza
de um futuro.
O que está por vir, há
– e isso basta.
Do tremor houve as quedas,
as quebras, os cacos.
E com eles, cortes.
E colagens, curas.
Mosaicos do que fôramos,
lembranças dançando na memória.

Assim somos: rizomas,
em fragmentos sendo,
dilacerados, loucos, santos
nas sendas da paixão.

Nossa vida é esta eterna sinopse.
Quero escrever-te em mim,
emaranhar-te em meu destino.
O amor é isto: um início sem fim.
Um descaminho.
Aqui nos achamos e nos perderemos.

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