CONFISSÃO
A hora morta
em que as luzes silenciam
é quando gritam pavores
bem dentro de mim.
Assim convivo com o temido
e calo aos poucos o faminto
que me habita,
o ser voraz que move a vida.
Qualquer delírio assombra,
Mesmo o mais ínfimo.
Estou náufrago de esperanças,
estupefato em apatias.
E a vida passa.
Porém, no fundo íntimo do abismo,
além do ego e daquilo
que turva, fere e deforma,
existe um farto que grita
não de temor,
mas de gana.
Uma centelha que clama
por incendiar-se.
Esse desejo da alma,
esse saber-se infinito
espera inquieto e me devora.
Essa latência do grito
é desde sempre, é sempre agora
é um atraso que não tem hora.
Este sou eu, pleno, inconformado
por parecer o fraco que chora.
em que as luzes silenciam
é quando gritam pavores
bem dentro de mim.
Assim convivo com o temido
e calo aos poucos o faminto
que me habita,
o ser voraz que move a vida.
Qualquer delírio assombra,
Mesmo o mais ínfimo.
Estou náufrago de esperanças,
estupefato em apatias.
E a vida passa.
Porém, no fundo íntimo do abismo,
além do ego e daquilo
que turva, fere e deforma,
existe um farto que grita
não de temor,
mas de gana.
Uma centelha que clama
por incendiar-se.
Esse desejo da alma,
esse saber-se infinito
espera inquieto e me devora.
Essa latência do grito
é desde sempre, é sempre agora
é um atraso que não tem hora.
Este sou eu, pleno, inconformado
por parecer o fraco que chora.
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