DA TRISTEZA
A tristeza é esse esvaziamento
bem dentro da gente,
um ruir que abre espaço
pras coisas internas.
E o olhar contempla,
intentando assimilá-las
e completar a gente
do que vem de fora.
Não quero ser
um poeta da tristeza,
mas entendê-la,
revelá-la bela.
Porque quando se está triste
um senso novo se abre
e percebe
a oclusão do existir,
a fugacidade intermitente,
as cores desbotadas,
ancestrais,
de que tudo é feito.
bem dentro da gente,
um ruir que abre espaço
pras coisas internas.
E o olhar contempla,
intentando assimilá-las
e completar a gente
do que vem de fora.
Não quero ser
um poeta da tristeza,
mas entendê-la,
revelá-la bela.
Porque quando se está triste
um senso novo se abre
e percebe
a oclusão do existir,
a fugacidade intermitente,
as cores desbotadas,
ancestrais,
de que tudo é feito.
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