POESIA BRUTA
Quando há tempo de pensar na vida
é que a gente vive.
Vejo a Natureza sendo
e dela participo,
entendo intimamente
o mar se engastando no granito
– estas pedras que já foram,
com a África, a Pangeia.
E percebo que as ilhas são ligadas
pelo mais profundo vínculo
talássico
abissal.
E que o vento nos perspassa
do sopro que move as velas,
os moinhos, as correntes,
a História – até.
Vento do onde, do quando,
do além.
Vento que erode e areja,
que derruba e alça,
que esculpe e arruína.
Medo complacente do sublime.
Esta vida em estado bruto
sem o refinamento inútil,
nem a lapidação do efêmero.
Vida antiquíssima, ancestral,
repetição imemorial do ser-estar
e onde estamos encrustrados,
jazida inesgotável de mobilidades.
Pensar, então, sentir.
Ser, assim, amar.
No tempo de pensar a vida,
redescobre-se o amor latente.
é que a gente vive.
Vejo a Natureza sendo
e dela participo,
entendo intimamente
o mar se engastando no granito
– estas pedras que já foram,
com a África, a Pangeia.
E percebo que as ilhas são ligadas
pelo mais profundo vínculo
talássico
abissal.
E que o vento nos perspassa
do sopro que move as velas,
os moinhos, as correntes,
a História – até.
Vento do onde, do quando,
do além.
Vento que erode e areja,
que derruba e alça,
que esculpe e arruína.
Medo complacente do sublime.
Esta vida em estado bruto
sem o refinamento inútil,
nem a lapidação do efêmero.
Vida antiquíssima, ancestral,
repetição imemorial do ser-estar
e onde estamos encrustrados,
jazida inesgotável de mobilidades.
Pensar, então, sentir.
Ser, assim, amar.
No tempo de pensar a vida,
redescobre-se o amor latente.
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