Rodrigo, gostaria de saber seu email para enviar uma pesquisa que está sendo feita com ex-alunos da Direção Teatral da UFRJ. Pode me passar? erikanevesprodutora@gmail.com
Corpos. Na madrugada. Corpos. Entrelaçados. Corpos apenas corpos. Pulsando. Mentindo. Sendo. Superficialmente. Suficientemente corpos. Anticorpos do amor contra o vírus da solidão. Corpos. Sem nome, razão, sentimento. Corpos: carne, osso, sangue. E só. Corpos por um momento. Cinzas, terra, pó. Corpos: não-movimento do nó. Do nós. Rendamo-nos aos corpos, aos copos, às copas, às cópulas e às culpas. E vivamos em paz.
Conceber é também ser um pouco Deus. Requer um zelo sábio, desapegado, de entrega, que só os plenos sabem. As mães são plenas. Levitam como plumas mesmo nas tormentas, deságuam lágrimas por nada e ainda assim não secam. As mães são esses seres fortes e suaves, provedoras abundantes, fontes de afeto e consolo. Só nos recônditos das mães a gente encontra isso: o sossego mágico da gênese, silêncio grávido de caos que é a vida em seu começo. Ouçam! Uma mulher agora é mãe. Nela há mistério e comunhão, frutos de um encontro. Mulher sagrada. Abençoada. Dentro dela uma vida se segrega, sangue do seu sangue, sopro no seu ventre. E, assim, viver já não é como antes...
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